domingo, 30 de agosto de 2009

Cinema

Frases que eu mais gostei do livro CINEMA FALADO, de Renzo Mora (traz frases memoráveis e interessantes do cinema internacional de 1920 a 1999).

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Eu gosto de manter minhas convicções sem diluição, assim como meu bourbon.
[George Brent. Jezebel, 1938]

- Onde você estava ontem à noite?
- Faz tanto tempo que eu não lembro.
- Eu vou te ver hoje à noite?
- Eu nunca faço planos com tanta antecedência.
[Madeleine LeBeau. Casablanca, 1942]

Reúna os suspeitos habituais.
[Claude Rains livra a cara de Bogart. Casablanca, 1942]

- Você é Norma Desmond. Você trabalhava em filmes mudos. Você era grande.
- Eu sou grande. Os filmes é que ficaram menores.
[William Holden e Gloria Swanson. Crepúsculo dos Deuses, 1950]

Todas elas começam como Julietas e terminam como Ladys Macbeths.
[William Holden opina sobre as mulheres. Amar é Sofrer, 1954]

Estou tão cansada de me dizerem que sou bonita.
[Kim Novak para William Holden. Férias de Amor, 1955]

Às vezes eu me pergunto de que lado Deus está.
[John Wayne. O Mais Longo dos Dias, 1963]

Depois de quinze minutos, eu sabia que queria casar com ela. Depois de meia hora, eu desisti totalmente de bater a bolsa dela.
[Woody Allen depois do primeiro encontro com Janet Margolin. Um Assaltante bem Trapalhão, 1969]

Amar é nunca ter que pedir perdão.
[Ryan O'neal citando Ali MacGraw. Love Story, 1970]

É a coisa mais idiota que já ouvi!
[Ryan O'neal para Barbra Streisand, sobre a frase de Love Story. O que é que há Gatinha, 1972]

- O que você vai fazer sábado à noite?
- Me matar.
- E sexta?
[Woody Allen canta Suzanne Zeno em uma discoteca. Sonhos de um Sedutor, 1972]

É claro que eu sou respeitável. Eu sou velho. Políticos, prédios feios e putas se tornam totalmente respeitáveis se durarem o bastante.
[John Huston. Chinatown, 1974]

A próxima mulher que sair comigo vai acender feito um fliperama.
[Jack Nicholson para os outros detentos, depois de uma sessão de choques no manicômio. Um Estranho no Ninho, 1975]

Popular? Nixon era popular. Bambolês eram populares. Uma epidemia de tifo é popular. Quantidade não significa qualidade.
[Woody Allen. Noivo Nervoso, Noiva Neurótica, 1977]

Mesmo quando criança, eu sempre ficava caído pela garota errada. Eu acho que esse é o meu problema. Quando minha mãe me levou pra ver Branca de Neve, eu fui o único que se apaixonou pela bruxa.
[Woody Allen. Noivo Nervoso, Noiva Neurótica, 1977]

Vale a pena viver? Bem, algumas coisas fazem a vida valer a pena. Coisas como... Bem, vamos ver... Groucho Marx, Willie Mays... o segundo movimento da Sinfonia Júpiter, e... a gravação de Potato Head Blues de Louis Armstrong... filmes suecos, naturalmente... A Educação Sentimental, de Flaubert... Marlon Brando, Frank Sinatra... aquelas inesquecíveis maçãs e pêras do Cezzane... o caranguejo no Sam Wo... o rosto de Tracy.
[Woody Allen enumera as razões para viver e percebe que se apaixonou por Mariel Hemingway. Manhattan, 1979]

- Você pensa que é Deus.
- Bem, eu tenho que me inspirar em alguém.
[Michael Murphy e Woody Allen. Manhattan, 1979]

Bem, eu sou meio antiquado. Não acredito em relações extraconjugais. Eu acho que as pessoas deveriam se acasalar para o resto de suas vidas - como os pinguins e os católicos.
[Woody Allen. Manhattan, 1979]

Contrabando, putaria, armas... era bonito!
[Burt Lancaster, nostálgico. Atlantic City, 1981]

- Eu preciso de atenção. De alguém pra tomar conta de mim. Alguém para massagear meus músculos cansados, estender meus lençóis.
- Case.
- Eu só preciso hoje à noite.
[ Hurt e Turner. Corpos Ardentes, 1981]

Eu gosto de você. Vou te matar por último.
[Arnold Schwazenegger mostra sua afeição. Comando para Matar, 1985]

Quando Deus quer te punir, ele atende às suas preces.
[Meryl Streep. Entre dois Amores, 1985]

Eles gostam da idéia de ter filhos. Mas nunca se interessaram muito em criá-los.
[Barbara Hershey, sobre seus pais. Hannah e suas Irmãs, 1986]

Eu me vi em você.
[Mickey Rourke para Kim Bassinger. Nove Semanas e Meia de Amor, 1986]

Eu nunca mais tive amigos como aqueles de quando eu tinha doze anos. Jesus, alguém teve?
[Richard Dreyfuss. Conta Comigo, 1986]

Nós não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho. Nós lemos e escrevemos poesia porque somos parte da raça humana, e a raça humana está repleta de paixão. Medicina, lei, negócios e engenharia são ocupações nobres para manter a vida. Mas poesia, beleza, romance, amor são razões para ficar vivo.
[Robin Williams. Sociedade dos Poetas Mortos, 1989]

Deus é um luxo que eu não posso me permitir.
[Martin Landau. Crimes e Pecados, 1989]

Eu tenho a teoria de que você não deve aceitar conselhos de alguém que não te conheça intimamente.
[James Spader, sobre as razões para não ir a um analista. Sexo, Mentiras e Videotape, 1989]

Minha mãe deveria ter criado cobras, não crianças.
[Nick Nolte. O Príncipe das Marés, 1991]

- Eles parecem tão apaixonados.
- Geralmente são as pessoas que se matam umas às outras.
[Emma Thompson e Kenneth Branagh. Voltar e Morrer, 1991]

- Deus cria os dinossauros. Deus destrói os dinossauros. Deus cria o homem. O homem destrói Deus, o homem cria os dinossauros.
[Jeff Goldblum. Parque dos Dinossauros, 1993]

Crianças... 10 segundos de alegria, 30 anos de tormento.
[Tom Arnold. True Lies, 1994]

Esse tipo de certeza só vem uma vez na vida.
[Clint Eastwood para Meryl Streep. As Pontes de Madison, 1995]

Casamentos não funcionam quando uma parte se sente feliz e a outra se sente miserável. Eles só funcionam quando as duas partes se sentem miseráveis.
[Joe Mantegna. Esqueça Paris, 1995]

- Você não usa maquiagem.
- Pra quê? Vou continuar sendo eu mesma, só que em cores.
[Jeff Bridges e Barbra Streisend. O Espelho tem Duas Faces, 1996]

Eu nunca acreditei em Deus. Nem mesmo quando era criança. Eu costumava pensar que, se ele existisse, ele fez um serviço tão ruim que as pessoas deveriam se unir e mover uma ação coletiva contra ele.
[Alan Alda. Todos Dizem Eu Te Amo, 1996]

- Quando você foi mais feliz?
- Agora.
- E quando você foi mais infeliz?
- Agora.
[Ralph Fiennes e Kristin Scott Thomas. O Paciente Inglês, 1996]

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E uma que eu gosto mas que não estava no livro:

"Só os inteligentes devem se preocupar. Deus olha pelos ignorantes."
[Hair, 1979]

terça-feira, 21 de abril de 2009

"Worlds" - por Beatriz Moraes

Depois de certas coisas, no fim das contas a gente realmente não procura alguém parecido, mas sim diferente, ou seja, complementar. Engraçado como as respostas vão aparecendo, e não são grandes mistérios, como se pensava; E sim passagens naturais comuns a todos. Estranho descobrir que nada é novidade. É tudo sempre o mesmo ciclo. E é aí que a gente vai entendendo por que as pessoas têm necessidade de passar os conhecimentos. Quanto mais se conhece o Mundo, mais se quer alertar os outros sobre ele. Ou pelo menos arrumar um jeito de amenizar as coisas pros próximos coitados que vêm chegando. E não digo os que vêm chegando no sentido de infância. Tem gente que nasce da barriga, tem gente que nasce com 30 anos de idade. A gente só nasce quando descobre o Mundo sozinho. E nossa sorte (ou nossa condenação) é que isso não acontece de uma vez. É cada ano, cada dia, cada hora nascendo um pouco mais.

domingo, 29 de março de 2009



Falta - Beatriz Moraes

Bom senso talvez não seja um valor tão impessoal assim.
Saudades... da minha parte é só o que posso fazer agora.


sexta-feira, 20 de março de 2009

We are... Under Pressure

Hino dos tempos modernos escrito nos anos 80 - que foi e sempre vai ser atual, mesmo antes de ser criado.



A Pressão
Está me pressionando
Está pressionando você
Ninguém pede por isso

Sob pressão
Que põe um prédio abaixo
Que divide uma família em dois
Que joga as pessoas na rua

É o terror de saber o que é este Mundo
Vendo alguns bons amigos implorar: "Deixe-me sair!"

Rezar pelo amanhã
Me torna mais forte

Pressão sobre as pessoas
Pessoas nas ruas

Ficar andando por aí arrasa minha mente

Esses são os dias em que não é chuva, é uma tempestade
Desligo-me de tudo como um cego
Fiquei em cima do muro mas não resolveu...
Sempre chego com amor
Mas ele é criticado e dilacerado
Por quê?
Por quê?
Por quê?

A insanidade ri sob pressão
Estamos chegando ao fim.
Não podemos dar a nós mesmos outra chance?
Por quê não podemos dar ao amor mais esta chance?
Por quê não podemos dar amor?
Dar amor, dar amor, dar amor, dar amor...

Por que amor é uma palavra muito fora de moda
E o amor o desafia a cuidar das pessoas na ansiedade da noite
E o amor o desafia a mudar o modo como cuidamos de nós mesmos

Essa é nossa última dança
Estes somos nós
Sob pressão

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dança da Chuva
Beatriz Moraes
[08/08/08]

Hoje o dia mostra-se condescendente
E as perdas do dia-a-dia tomam-se em cores cinzentas
Em nuvens carregadas, ruídos molhados
Pingando na alma e na janela

Hoje o tempo não passa como sempre
Mostra um quê de ingratidão que soa pelo ar
Sol e lua cruzam o céu em imagens vis
Desenhando planos, sonhos e ilusões com giz

Hoje só o que me resta é este Mundo
Que se mostra em visão concreta sem aqui propriamente estar
Leva a chuva e traz um sorriso invertido
Colorido em arco-íris pro meu pranto amenizar

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Perceptivo
Beatriz Moraes
[13.02.09]

Sobre o meu muro eu avisto um caminho torto
Que me leva bruscamente ao incerto mundo surdo
Mas que busca em pousos livres e dançantes
Crença em mantras e migalhas do absurdo.

Entre os pormenores vistos fracos em contornos
Dorme a névoa branca e lisa do infinito
Que me ouve atentamente aos sons e nomes
Perdidos em tremores da alma, estado aflito

Se por nascimento e morte é descoberta
A inocência mostra e aguça o saudosismo
Não me lança avisos na janela aberta
Nem estanca em meu corte o imperialismo

E em milhas de estradas sempre errantes
Surge quieta e duvidosa a esperança
Que no belo e singular do teu encanto
Traz, sutil, a hostilidade da mudança

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sacadas

Não só quem nos odeia ou nos inveja
Nos limita e oprime;
Quem nos ama não menos nos limita.

(Ricardo Reis - Fernando Pessoa)